Cobrança – Inadimplentes devem, em média, sete vezes o que ganham

Cartões de crédito e de lojas são o principal 'vilão' dos inadimplentes. Valor das dívidas sofre um aumento médio de 70% depois de dois anos.

Cartões de crédito e de lojas são o principal ‘vilão’ dos inadimplentes.
Valor das dívidas sofre um aumento médio de 70% depois de dois anos.

Cobrança – Inadimplentes devem, em média, sete vezes o que ganham

Cartões de crédito e de lojas são o principal ‘vilão’ dos inadimplentes.
Valor das dívidas sofre um aumento médio de 70% depois de dois anos.

O consumidor brasileiro inadimplente deve, em média, R$ 21.676 – já embutidas as multas e taxas cobradas pelo atraso. Esse valor corresponde a 768% da renda familiar média dos entrevistados, de R$ 2.822.

De acordo com o levantamento, encomendado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o consumidor inadimplente está com o nome sujo há cerca de dois anos, e deve para 3,7 empresas diferentes, em média.

Os cartões de crédito e de lojas são o principal “vilão” dos inadimplentes: a maioria das dívidas foi feita por meio deles. Deixar de pagar a fatura do cartão é a principal razão apontada por três em cada cinco (61%) entrevistados inadimplentes para ter ficado com o nome sujo, ao lado de atrasos nas parcelas de cartões de loja (51%), no pagamento de empréstimos (31%) e de boletos bancários (37%).

Tamanho da dívida
De acordo com a pesquisa, o valor das dívidas sofre um aumento médio de 70% depois de dois anos, após a cobrança de multas e juros. Segundo os entrevistados, a dívida inicial era de R$ 12.776, chegando aos R$ 21.676 depois das cobranças.

A quantidade de parcelas não pagas representa algo entre 53% e 72% do total acordado no momento da compra. Em relação ao cartão de crédito, os atuais inadimplentes dividiram as compras numa média de 6,1 vezes e deixaram de pagar 3,6 prestações, o que representa um atraso de 59% das parcelas inicialmente acordadas.

Motivos da dívida
Quase metade dos consumidores ouvidos apontam a falta de planejamento no orçamento pessoal como principal motivo para deixar de pagar as contas. Em seguida, vem a perda do emprego (28%), a diminuição da renda (21%), o atraso de salário (17%) e as compras acima do que lhes permitia o orçamento (16%).

A pesquisa ouviu consumidores entre os dias 1º e 8 de fevereiro nas 27 capitais brasileiras.

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